quarta-feira, 22 de julho de 2009
Centro
segunda-feira, 20 de julho de 2009
5.... 4.... 3...
domingo, 12 de julho de 2009
Chá de Panela!!!! Eba

Tem um tempo que fico imaginando que nome dar a esse evento. Seria chá-bar-de-panela-despedida-de-solteira da Márcia (talvez sem hífen com as novas regras gramaticais)? Não queria deixar de lado a tradição do encontro com as amigas, mas não vejo a menor graça naquelas brincadeiras de pintar a cara. Deixei a festa nas mãos das minhas queridas-madrinhas-amigas-irmãs Rafaella e Martha – a pedido delas, que se solidarizaram com a minha falta de paciência para organização de eventos. Os convites também ficaram nas mãos delas. E elas arrasaram! CRÉDITO MAIOR PARA VANESSINHA QUE FICOU SONÂMBULA COLANDO ADESIVO. MARTHA QUER O MÉRITO DE TUDO. Agora estou curiosa para ver o resultado de tudo isso.
Como não tenho ideia do que preciso para a minha vida de dona de casa, fiz uma pesquisa em lojas e colei dicas de presentes da Revista Casar-SE. Coisas que não sei o que é – galheteiro, por exemplo – fui deixando de lado. Se alguém achar que isso é importante, me dê uma força! :) E quero todo mundo lá. Vamos à despedida.
Quando? - 17 de julho, às 18:00h
Onde? - Salão de Festas do prédio de Belle (Rua Capitão Benedito Teófilo Otoni, 508. Edifício Saint John, Bairro 13 de julho – confira o endereço no mapa tosco que colei do Google)
OLHA A LISTA!!!
Para evitar presente repetido, lista. Deixe um recado com o que escolheu dar abaixo desse post, que vou atualizando a lista. Posso fazer uma exigência bem pequenininha??? Prefira preto, branco ou vermelho.
abridor de latas e garrafas
assadeiras (tamanhos diferentes) - Marthoca - ela organiza tudo e ainda dá presente!!! :**
balança
baldes - Shirley, já sei tudo de casamento para quando chegar o seu AMO D+
bandejas
batedor de carne
batedor de ovos
cabides - Esse é da Lieka!!!
capa de máquina de lavar
coador
colheres de pau - Valeu, Carol!!! Foi meu primeiro presente \o/
conchas - Essa Giu, já está pensando na sangria do chá de cozinha. Obrigada, amiga!
concha especial para sorvete - Isabela, saudade enorme, acertou no que eu queria... adoro bolas de sorvete kkk
cuba de gelo - Se não fosse Claudinha, ia ficar sem gelo em casa. Tinha esquecido desse item! :P Acho q porque era barato demais kkkkkk
açucareiro
bule
garrafa térmica - Priscila, vou pedir açucar no vizinho para o café kkkkkkk
copos de medidas
cortador de queijo
descanso para panela - Aline - obrigada por vir de sampa para o meu casório!!!
descanso para pratos - Acho que serão descansos superestilosos!!! Adoro essa Renata!
desencaroçador
banquinho
escorredor de arroz/macarrão
escorredor de louças - Patrícia de novo, estava com saudades
espremedor de alho - Betah
espremedor de batata - Betah só pensa em espremer coisas. Vou usar tudoo
espremedor de limão - Betah
garrafa para água - Jéssica também!
jogo de copos - Aline de novo - gosto de quem dá dois presentes kkk Por que será q Aline vai dar os copos???
forma de pizza - Jamile, agora q tá muida só pensa em pizza em casa e essas coisinhas
forma de torta
forma de empada
forma para microondas
frigideiras - Rafaella - ela diz q eu só sei fazer ovo. Amiga, obrigada por tudo! Amo
funil
jogo de facas de cozinha
paliteiro
panos de prato - Esse também é da Japa! Ganhei + de D. Luiza!
pegador de panela
peneira - Cath, quase q vc era minha daminha
pinça de macarrão - Belle, pinça... pegador... é tudo a mesma coisa kkk
pirex - Van, linda, obrigada. Depois vc me ensina a cozinhar??
plásticos para freezer - Verinha, tem q ir p o chá, viu?
porta talheres
porta temperos - Patrícia, amiga é bom demais ver vc de novo!!! afff
ralador
saleiro
tábua de carne - Essa Jéssica é danada, dá várias coisas
tesoura de cozinha
tijelas
BEIJÃO E ATÉ LÁ
domingo, 5 de julho de 2009
Tudo ao contrário
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Contagem regressiva
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Dia dos Namorados
terça-feira, 9 de junho de 2009
Nervos?
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Perdi um padrinho
Até aí, tudo bem. Mas problemas começaram a aparecer com o mês de julho. Esse é um mês tradicionalmente de formaturas. Esse fato já me levou um padrinho. A formatura do irmão de Vicente é justamente no dia do meu casamento. Para que existem coincidências desse tipo? Enfim. A colação de grau seria no dia seguinte. Acabaram mudando a data agora. Parece premonição. Preciso de um padrinho.
Na verdade, tenho várias pessoas em mente para convidar. E sem o estigma de ser segunda opção. Se a opção fosse minha, essa igreja estava cheia de padrinhos e madrinhas. Iúri que inventou que seriam só três casais de cada lado. Ele não tem amigos :) Depois de muito choro, vela e fita amarela, consegui aumentar para seis. Mesmo assim, deixando um montão de gente muito querida de fora. Preciso agora me decidir pela vaga de padrinho que se abriu. Um problema a mais para resolver. Mas perdôo Vicente. Sempre fui uma irmã carente de atenção, não posso querer que ele falte com o irmão dele. Contanto que depois chegue para a festa, e disposto a tomar todas.
Que nenhuma formatura mais atrapalhe meu casamento. (todos juntos) Amém.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Ontem foi um dia de muitos compromissos de noiva. Fui fazer a vistoria do meu futuro apartamento (mini-ap), visitei algumas lojas de decoração para procurar a mobília, fechei o contrato com a segunda banda da festa e fui escolher o meu bolo de casamento.
Como escrevo há dois anos sobre imóveis para jornais, acabei me apaixonando por arquitetura e design. Cada reportagem que eu faço é um aprendizado. Nunca esqueço as dicas dos profissionais. Com isso, já tinha várias coisas em mente. Uma delas era “integrar living e cozinha”, para ganhar mais espaço (e disso eu preciso). A outra – e que eu ainda posso fazer – é utilizar espelhos para ganhar a sensação de amplitude. Dá certo. O mistério só fica para o banheiro. Mas vou conseguir. Vou pesquisar na minha pastinha de matérias. A vantagem de ter um micro-ap é que vou ter menos mobília, e com isso posso escolher algumas um pouco mais caras. Vai ser um cantinho super aconchegante, com certeza. Amanhã sigo na minha busca pelo sofá, mesa, cadeiras e bancada perfeitas.
E o bolo? Então. Quando cheguei à casa da Maritza, já estava morrendo de dor cabeça e nada disposta a passar horas falando de bolo. Tinha gostado de alguns modelos que vi nas revistas, mas esqueci de levá-las para a confeiteira (nem sei se dá para chamá-la assim, muito diferente da velha gordinha que eu esperava encontrar, a Maritza é super jovem e bonita). Escolhi um legal entre os que ela mostrou. Queria uma camada amarela, mas fui podada, ninguém concordou. Vai ser um bolo branco e preto. Eu já estou doida para comer o glacê preto, amoo bolo... Deve ser uma delícia!
terça-feira, 26 de maio de 2009
Seis madrinhas
Suzi também conheço desde criancinha. Depois ela mudou de colégio, na quinta-série, e nos separamos. Foi no segundo ano do ensino médio, quando voltamos a estudar juntas, que nos tornamos inseparáveis. Dividimos muitas histórias engraçadas e segredinhos de adolescência até hoje. Ah! E também as nossas melhores festas. Três.
Claudinha apareceu na minha vida quando eu tinha uns oito anos. Foi na primeira série. Lembro dela ainda toda triste porque tinha chegado de um colégio diferente e não tinha nenhuma amiguinha. Acho que fui a primeira. Hoje, ela me esnoba um pouco. :) Mudamos muito, mas sempre recorremos uma a outra na hora do aperto. Afinal, amigo de infância é para isso mesmo. Quarta.

Rafaella, no início, eu não gostava muito da cara dela, não. E a recíproca era muito verdadeira. Depois começamos a fazer aula particular com o mesmo professor, por causa de uma amiga em comum, Glaucielle, e acabamos nos aproximando. Formamos um quarteto fantástico – eu, Rafaella, Claudinha e Glaucielle. Cantávamos todas as músicas de Sandy e Junior. :) Depois ela mudou de cidade, nos afastamos um tempo, mas logo voltamos a ser superamigas, com a ajuda de cartinhas que guardo até hoje. (Meu noivo diz que isso é muito romântico). Estudamos jornalismo juntas, somos colegas de profissão. Admiro muito o trabalho dela. Um orgulho! Já são cinco madrinhas.
A última é a minha amiga de infância Martha. Na verdade, somos amigas desde a época da universidade. Somos completamente diferentes uma da outra, mas, por um motivo misterioso, sempre nos defendemos, nos momentos mais difíceis e mais sujeitos a críticas. Sempre nos demos as mãos, nos momentos de dificuldades e sofrimento. Isso fez crescer uma amizade enorme, do tamanho de todas as minhas amigas de infância.
Meninas, amo vocês! Quero uma mais linda que a outra no casamento.
E não usem uva, porque é a cor da minha sogra Lu!!!
Padrinhos e demoiselles, não fique com ciúmes. A homenagem para vocês está no forno.
P.S.: Amanhã vou fechar o contrato com a outra banda! Unique!!! Adoro!
Som de hoje: “Brindo a casa, brindo a vida, meus amores, minha família...”, o Rappa.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Vícios
Tenho uma coisa para confessar. Uma não. Duas. A primeira é que estou viciada em revistas de noiva. Já comprei umas 8 revistas. Fico sonhando com tudo. Com os vestidos, com os docinhos, com os arranjos da festa, com flores, com tudo. A segunda: viciei em concursos de revistas de casamento. Várias delas vêm com “concursos culturais” para eleger quem escreve melhor frase para isso ou para aquilo. Eu nem acredito que eu estou participando dessas coisas. Mas quem ainda não casou que se prepare: quando você for casar, vai se desconhecer totalmente. Ou, vendo por outro lado, vai se conhecer melhor.
O último post, por exemplo, foi um texto que mandei para um desses concursos culturais. Era para responder a seguinte pergunta: “O que faz do seu casamento uma aliança perfeita”. Resposta - “Ah! As diferenças. Ele gosta de frio, eu de calor. Ele fala de menos, eu, demais. Ele tem pressa, eu, paciente. Eu extravaso, ele apazigua. Ele é água, eu, vinho. Eu gosto de doce, ele, salgado. Eu vivo nas nuvens, ele tem os pés no chão. Mas é com as diferenças que aprendemos um com o outro. São elas que proporcionam um encaixe perfeito e mantêm viva a única coisa que existe em comum entre nós: o amor que sentimos um pelo outro.”
Será que eu ganho o concurso? Merecia. De concurso em concurso, vou ensaiando o que escrever nos meus votos. Acho lindo isso de votos. Escrever coisas que você só sabe que pensa quando tenta transformar em idéia o que costumamos chamar de sentimento. É um procedimento tão difícil. Nunca acho que escrevi o suficiente. Nunca acho bonito o bastante, ou completo o bastante. Vou tentando. Pronto. Contei.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Depois eu conto
- Convites que não ficam prontos;
- Enjoei o vestido;
- Dúvidas sobre bem casados e forminhas de doces.
Depois eu conto sobre as frustrações
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Segunda lista: bem mais divertida
A segunda lista, feita na Jurandir Pires, foi bem mais tranquila. Já tinha ideia do que escolher. Dei bem menos canseira para a moça que nos acompanhou. Iúri deu palpite em tudo. Isso me surpreendeu. Esperava que ele ficasse fazendo cara de saco cheio o tempo todo. Foi uma hora de escolha e correu tudo bem. Dessa loja, não saí sonhando com nada. E, novamente, exagerei nas panelas. Eu nem gosto muito de cozinhar. Não sei o que está acontecendo comigo.
Som do dia: "Nós dois nos matando de tanto rir / Sonhando com tudo que há de vir / Você me chamando de louco", Ludov.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Indelicadeza inteligente
Eles são lindos e modernos e diferentes e a minha cara, como quero que seja tudo no casamento. As cores estão bem longe do convencional: preto, branco e amarelo. E faço questão de entregar a todos os meus convidados pessoalmente. Quero que todo mundo se sinta muito importante e que não deixe de comparecer ao casamento e a minha festa.
Como os convites estão para ser distribuídos, chegou a hora de fazer as listas de presente de casamento. Não que o objetivo de entregar convites seja ganhar presentes. :) Preciso confessar: é uma indelicadeza bem i

Antes de começar a fazer as listas de presentes, Iúri e eu sentamos para decidir a cor das nossas pratarias e bugigangas de cozinha. Decidimos pelo preto e branco. Porque se colocar cor no meio, eu transformo a minha casa num carnaval. Depois compro detalhezinhos coloridos. :)
Hoje fiz a primeira lista. Foi lá na Casa São Francisco. Nossa! Como é difícil fazer essas coisas. E logo eu. Eu nunca casei! É tanta coisa para combinar. Tem que ter copo para água, vinho, whisky, suco, champagne. Baixela, sopeira, peixeira, salva, bandeja. Vasinho para farinha, açúcar, manteiga. E eu olho tudo e acho tudo igual. Pobre da menina que me acompanhou na loja. Toda hora eu perguntava: “E aí? O que mais eu preciso?” E ela morria de rir. Eu escolhi tantas panelas, acho que vou vender marmitas. :) Ah! Coloquei uma chaleira de vaquinha que é uma graça, estou torcendo para ganhar.
DICAS
Para quem ainda vai passar por essa etapa, uma dica: não deixe para ver o que quer quando chegar à loja. Senta com a sua mãe, ou qualquer pessoa que tenha o mínimo de experiência, e faz uma lista do que vai precisar. Assim fica bem mais fácil, vou fazer isso na próxima loja que for visitar. Procure combinar tudo. Para não ficar perdida e querer trocar muitos presentes. E não esqueça de escolher de presentes baratinhos a presentes supercaros, para dar opção para todo mundo. E, por fim, quando gostar muito muito de uma coisa, fala para a atendente. :) Ela dá um jeito de falar para quem vai comprar o presente do que você mais gostou!
domingo, 10 de maio de 2009
Como assim: é ruim???

Mas a verdade é que quando você está prestes a casar, não tem uma coisa boa sobre casamento que apareça. Dia desses fui assistir ao filme Divã com Iúri. (Aquele brasileiro com Lilia Cabral, em que a personagem dela decide fazer análise e descobre que o casamento vai mal) Saí do cinema arrasada. O filme é ótimo, dei muitas risadas, mas mostra uma realidade sobre casamento que eu não quero viver, não.
Essa coisa de que, com o tempo, você vai estar fatalmente insatisfeito e vai ter que aprender a suportar a pessoa com quem você casou tão apaixonada e tão louca para viver junto: isso me assusta um pouco. Fico me perguntando se vai acontecer comigo também. Se com o tempo, o casamento vai virar uma coisa ruim. E o que tenho que fazer para que isso não aconteça.
Já estou pensando em fazer lipo-aspiração e colocar silicone depois do primeiro filho. Não quero virar um esposa gorda para o meu marido não se desinteressar. :P (E que ele não engorde também) Acho que também vou fazer um planejamento anual de novidades e surpresas baseadas no kama sutra. :* E nunca, eu disse NUNCA, esquecer de festajar datas como aniversário de namoro, de casamento, dia dos namorados. Acho que é um bom começo! Mais ideias??? Ajudem uma noiva a ter um casamento eternamente feliz!
Som de hoje: "Eu quero a sorte de um amor tranquilo." Cazuza
sábado, 9 de maio de 2009
Convites
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Traumas, expectativas e pesadelos: não necessariamente nesta mesma ordem
Tudo isso tem me pressionado de um jeito, que anda e vira sonho com o dia do casamento. E tenho que admitir, os sonhos não são muitos bons, não. Minha mãe diz que se contar não acontece. Pois bem: eu conto tudinho. O primeiro pesadelo com o casamento foi terrível. Sonhei que dois casais de padrinhos faltaram à cerimônia. E por isso o ritual na igreja levou mais de três horas para se completar. Resultado: quando cheguei à festa, a banda já tinha tocado. Isso existe? Outra coisa, eu, a noiva, fui andando até o salão de festas, porque não tinha carro para me levar.
Na desastrosa festa, tinha meia dúzia de amigos meus pedindo comida (como se estivessem num restaurante), porque a oferecida pelo buffet, eles disseram que estava uma droga. O noivo? Nem apareceu nesse pesadelo. Acho que ele também não foi ao casamento, não. Acordar de um sonho desses é um alívio e tanto, ninguém tem noção disso. Como eu sempre acredito que os sonhos querem me dizer alguma coisa, acordei super pensativa.
Era o dia de confirmar o texto do convite para mandar para impressão. Decidi mostrar o convite para Lu (inha futura sogrinha) e para Marianinha (minha melhor-amiga-cerimonialista) antes de mandar para impressão, mas para mim estava tudo certo. Marianna me fez um alerta sobre o horário. Resolvi checar direitinho na igreja. Estava aí a explicação para o sonho miserável, eu tinha colocado no convite que a cerimônia começaria às 20:30h, quando na verdade, o horário marcado era 19:00h. Pobre da noiva... não ia ter ninguém para vê-la entrar. Graças ao sonho, me livrei dessa.
Mas outro pesadelo já veio me atormentar. Dessa vez, o problema foi com a festa. Cadê os convidados que não chegavam? O noivo e eu ficamos até 1h da manhã esperando o momento da entrada triunfal para iniciar a festa, mas ninguém chegava para ver. Uma decepção. Esse sonho aí eu ainda não descobri o que queria dizer, mas acho que não é nada, não. É só trauma.
Tenho um trauma de festa que vem de infância. Quem me conhece já pode começar a morrer de rir, mas o caso é sério. Acho que foi no meu aniversário de 11 anos, minha tia fez uma puta festa, mas minha mãe não convidou ninguém. Ou seja, fiquei lá sozinha, com meus salgadinhos, doces, bolo e tudo mais, e não tinha um amiguinho para cantar parabéns. Isso não se faz com uma criança. Virei um adulto problemático. Desde então, não consigo fazer festas. A do meu casamento vai ser a “tira traumas”, se Deus quiser. Mas até lá, haja expectativas, pesadelos e traumas – não necessariamente nessa mesma ordem.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Procurando definições: o que é casamento?
Uma hora decidimos: vamos nos casar. E isso não precisou de muitos planos e pedidos formais. Simplesmente chegou a hora. Marcamos a data e casaremos no dia 24 de julho de 2009. O que isso significa? Ainda não sei dizer ao certo, ou sei?
Depois da última separação, uma coisa ficou decidida: precisávamos de mais que um namoro. Mas o que seria isso? Na prática, um documento firmado na justiça que institui legalmente a união de duas pessoas, que construirão uma vida em comum; e o reconhecimento divino de que duas pessoas vão, a partir dali, constituir uma família e “viverão juntas até que a morte as separe”. Pelo menos é isso que a assinatura no cartório e o “sim” dito à frente do padre na Igreja querem dizer. É, acho que não é bem essa a resposta.
Para mim, noiva de primeira viagem, que nunca casei, o casamento significa o início de uma vida nova. Cheia de responsabilidades que não me assustam, cheia de mistérios que não me assustam e ao lado de uma pessoa que, pelo menos agora, eu não posso viver sem. O que pode dar errado nisso?
Para muitas pessoas, a notícia do casamento parecia soar negativa. As perguntas "Tem certeza disso?" e "Você está grávida?" foram as primeiras reações de diversos amigos. Como se a decisão de dar um passo a frente num relacionamento só pudesse ser motivada por fatos concretos e seguros, como a ascensão em um emprego de salário de cinco dígitos, a compra de um imóvel no valor de seis dígitos ou a fatalidade de uma gravidez indesejada. Meu casamento vai ser mais que isso.
Caso para construir uma vida ao lado do meu marido (que engraçado usar essa palavra) e não para usufruir de uma vida já construida por um de nós. Caso para assumir a responsabilidade de fazer alguém feliz - o que é uma missão enorme. Caso porque sonho com filhos parecidos com meu noivo, eles devem nascer daqui a alguns anos. Perguntei para o meu noivo: - Por que você quer casar? Ele respondeu: - Porque eu te amo. Pois é. E eu fico tentando buscar definições e entender coisas tão simples. Caso porque o amo, ponto. E com base nessa certeza que assumimos a responsabilidade de mudar, de evoluir, de casar.
O sentimento de uma pessoa que está a 83 dias dessa mudança é uma mistura de euforia, felicidade, angústia, um pouco de medo, mas muita satisfação. Por isso, o dia da transição - o ritual e a festa que vão marcar essa mudança - precisa ser tão especial. Uma infinidade de cuidados, para dois sonoros “sim”'s que vão formalizar a união motivada por esse amor descoberto, que tem a vida toda pela frente.
Som do dia:
“Até quem me vê lendo jornal, na fila do pão, sabe que eu te encontrei”, Los Hermanos.